Leitura é uma das melhores coisas do mundo
[23] sou o que sou porque leio
Comecei meu processo de aprendizado de leitura e escrita aos 4 anos. Com 5 já lia coisinhas simples como os gibis da Turma da Mônica e escrevia algumas palavras fáceis. Mas posso dizer que escrever e ler se deu início concreto aos 6 anos. E de lá para cá não vivo mais sem a escrita e a leitura, principalmente. Penso, sobretudo, que a maturidade na escrita só se ganha quando a gente se torna um bom leitor.
Sempre concordo quando alguém diz que para escrever bem precisa-se ler muito. Sem leitura a escrita não cresce o suficiente. Eu acredito nisso. Há quem discorde, mas não vamos falar disso.
Estou aqui para exaltar a leitura como uma das atividades ou hobby, ou entretenimento, trabalho, estudo mais ricos que existe.
Claro que para lermos algo esse algo precisa ser escrito em primeiro lugar, entretanto não é como se entrássemos na discussão de quem veio primeiro: a escrita ou a leitura? (e realmente não quero entrar nesse assunto) Embora seja considerada uma atividade — teoricamente — solitária, o engrandecimento através dela não precisa ser. Por isso temos hoje tanta gente que gosta de trocar ideias sobre suas leituras. Não é maravilhoso? Isso mostra que não estamos sozinhos.

A leitura para mim é mais do que um hobby, um passatempo ou entretenimento. Para mim é estudo, é conhecimento, é interação — com o(a) escritor(a) e com quem deseja conversar sobre os livros — e intenção.
Leio há mais de 30 anos. Tenho prazer em dizer que minha bagagem literária é bem extensa, e mesmo assim ainda há infinitos mundos escritos a serem descobertos. Acredito ser uma das coisas mais lindas do mundo, pura poesia.
O texto (ficcional ou não) nada mais é do que a extensão das almas desses autores, de todas as suas vivências e experiências. Entrar em contato com a literatura desses escritores é experimentar empaticamente todas essas vivências disponíveis para nós. Como diria uma amiga: é simplesmente mágico!
Eu concordo com a Fran Lebowitz quando diz que “supostamente um livro não é um espelho, ele deveria ser uma porta”, na qual podemos atravessar para um novo lugar, em que aprendemos a nos aproximar mais de nós mesmos e da arte em si.
Esse ano decidi me dedicar ainda mais à leitura. E isso não quer dizer que não o fazia antes, contudo pensei que elas poderiam ser mais ativas e monitoradas para que meus estudos fossem mais substanciais. Então criei um caderno de leituras para mim, com listas do que li, do que comprei e algumas outras; introduzi diário de leituras e espaço para notas e resenhas sobre os livros, além de uma seção para outras propostas que possa vir a aplicar.
Gostaria de falar um pouquinho mais sobre o Diário de Leituras, pois foi uma das melhores coisas que poderia fazer para mim mesma nesse quesito.
Com esses registros tenho lido diariamente, e era um objetivo que possuía há muito tempo, porém até o momento não havia pensado direito em como fazer dar certo. Também por querer me livrar das constantes ressacas literárias que me acometiam fazendo que eu ficasse meses sem finalizar livros. Então pensei que para manter esse hábito precisaria registrar, escrevendo todo dia, exatamente como um diário. E pronto, tem sido a coisa mais gratificante do meu dia: ler e depois escrever sobre esse dia de leituras. É uma delícia!
Pois registrar com o número de páginas lidas e escrever algumas linhas sobre como foi bom ter lido, que seja apenas cinco páginas, me incentiva a ler e ter essa vontade, mesmo que esteja desanimada. Só que anseio sempre com alegria o momento da leitura e isso tem sido muito reconfortante e libertador.
Talvez esse seja um conselho que poderia dar: comece um diário das leituras e vai ver que o hábito de ler se fixará mais forte e melhor.
Até a próxima edição!

